domingo, 21 de fevereiro de 2016

Se vier (Com jeitinho)

Se me der
Chocolate e cafuné
Pede o que você quer
E eu faço tudo que puder
Se vier
De manhã bem cedinho
Com água de coco e
Um pão quentinho
E se pede com carinho
Eu faço tudo com jeitinho
Se amar
É assim, dessa maneira
Se me dá afeto
E atende o que eu preciso
Retribuo e enfatizo
Que me doarei a vida inteira
Se quiser

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Simpatia (A falsidade)

Eu não achava que encontraria
Alguém que um dia
Mereceria a minha simpatia
Vivia com agonia
Pois não sabia
Que alguém assim existia

E o meu sentimento era
De imensa alegria
Nada mais abalaria
Eu não sofreria
E eu acreditaria
Que amor não era mentira
Que minha história mudaria

Porém, mais uma vez eu me iludia
De tristeza eu me esconderia
Na depressão dos meus dias
Eu me isolaria

E fiquei assim reprimida
Evitei qualquer mão amiga
Porque a falsidade era cheia
De maldades escondidas


domingo, 14 de fevereiro de 2016

A análise

Será que Freud explica
Meu coração partido
Ou será que ele diria
Que é sexo mal resolvido?

De onde vem a angústia
De querer alguém comigo?
De onde vem a carência
Que some com minha libido

Será que é saudade?
Será que é solidão?
Será que é verdade
Que sem amor é só ilusão?

Existe saída do fundo do poço
Das memórias perdidas
Da vontade de nada
Da razão esquecida
Da vontade de algo
Que nunca se viu na vida?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Aquela menina

Você está tão mulher, moça
Mas eu também era menina
Te enxergo do mesmo jeito
Ai que clima, ai que sina

E fico calada de longe
Observando cada momento seu
Te vi crescer e cresci atrapalhada no meio tempo
Te vi feliz, te vi sofrer

E nunca continua sendo aquela palavra forte
Que você me disse no dia de chuva

Menina, eu nem vi as nuvens
Menina, parece que foi ontem

Que éramos meninas
Que éramos moças
Que me perdi nos seus olhos
E que invadiu os meus sonhos

Menina, te vejo crescer
Mulher que se formou
Olho o nosso passado que eu criei
E que em nada se tornou