Quem vai te dar moral?
Você que não tem um corpo escultural?
Que não carrega no bolso mais de um real?
Que nem sempre se sente legal?
E quem vai correr atrás?
De quem sempre fica para trás?
Que nem sabe da vida o que faz?
Que não sabe nem parar de chorar mais?
E quem vai ficar do lado?
De quem não tem um futuro planejado?
E fica buscando um caminho, perdido?
E por medo pode ficar parado ou estagnado?
E quem ama de verdade?
Quem as vezes não tem nenhuma vontade?
E não entende nem a metade
Do que se passa na vida.
Quem é que vai querer essa pessoa sofrida?
Abatida.
Doída.
Esquecida...
sábado, 25 de março de 2017
Tristeza de outono
Não é tão ruim eu acredito
Viver dentro de mim sem ninguém
Me consolar com as coisas que eu gosto
Com as pessoas que eu convivo
É melhor do que virar a noite num bar
Perdida na noite
Na madrugada
Bêbada e destruída
Como nos verões passados
Nessa tristeza sazonal reflito
Tudo que eu não permiti ir além
Essa autossabotagem sufocante
Que não me deixa levar adiante
Os planos que eu fiz
As histórias que eu perdi
Os sorrisos que eu não dei
No final desse período espero
Que eu me livre desse mal
Desse sentimento inoportuno
Que chegou suave, mansinho
E se afixou em mim lentamente
Provocando esse mal estar vivo
Físico, psicológico e clínico
Essa tristeza profunda em mim
Viver dentro de mim sem ninguém
Me consolar com as coisas que eu gosto
Com as pessoas que eu convivo
É melhor do que virar a noite num bar
Perdida na noite
Na madrugada
Bêbada e destruída
Como nos verões passados
Nessa tristeza sazonal reflito
Tudo que eu não permiti ir além
Essa autossabotagem sufocante
Que não me deixa levar adiante
Os planos que eu fiz
As histórias que eu perdi
Os sorrisos que eu não dei
No final desse período espero
Que eu me livre desse mal
Desse sentimento inoportuno
Que chegou suave, mansinho
E se afixou em mim lentamente
Provocando esse mal estar vivo
Físico, psicológico e clínico
Essa tristeza profunda em mim
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Ex
O primeiro me ensinou a respeitar, mesmo que você não ame.
A primeira me ensinou que amor nunca morre e pode se transformar em uma linda amizade.
O segundo me ensinou que nem todo mundo é tolerante.
A segunda me ensinou que jamais devemos usar uma pessoa para esquecer outra.
A terceira me ensinou que mesmo que a gente acredite que possa dar certo, nem sempre será do jeito que a gente esperava.
A quarta me ensinou a não tomar decisões precipitadas.
O terceiro me ensinou que nem sempre amar está ligado a sexo.
A quinta me ensinou o verdadeiro sentimento de perdão.
A sexta me mostrou que a decepção do presente não apaga as boas memórias do passado.
A sétima me mostrou que as vezes a gente tem que abrir mão de estar junto só pra ver o outro ser feliz.
A oitava me ensinou que nem tudo que é fácil, é bom.
A nona me mostrou a minha força interior. Me ensinou a lutar contra mim mesma.
E agradeço todos os dias ter tido pessoas que me ensinaram tanto em meio ao sofrimento do término e fico no aguardo do que irei aprender com a próxima que virá...
A primeira me ensinou que amor nunca morre e pode se transformar em uma linda amizade.
O segundo me ensinou que nem todo mundo é tolerante.
A segunda me ensinou que jamais devemos usar uma pessoa para esquecer outra.
A terceira me ensinou que mesmo que a gente acredite que possa dar certo, nem sempre será do jeito que a gente esperava.
A quarta me ensinou a não tomar decisões precipitadas.
O terceiro me ensinou que nem sempre amar está ligado a sexo.
A quinta me ensinou o verdadeiro sentimento de perdão.
A sexta me mostrou que a decepção do presente não apaga as boas memórias do passado.
A sétima me mostrou que as vezes a gente tem que abrir mão de estar junto só pra ver o outro ser feliz.
A oitava me ensinou que nem tudo que é fácil, é bom.
A nona me mostrou a minha força interior. Me ensinou a lutar contra mim mesma.
E agradeço todos os dias ter tido pessoas que me ensinaram tanto em meio ao sofrimento do término e fico no aguardo do que irei aprender com a próxima que virá...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
As pequenas atitudes
Eu me encostei em você,
Subindo a escada rolante do shopping
Você beijou os meus cabelos
E nem percebeu o que fez
A gente saiu de mãos dadas
Da casa da sua avó
E você não é assumida, eu sei
E perguntei:
Não tem medo de ninguém ver?
E você nem ligando, disse:
Deixa ver.
E nem percebeu o que fez
Sentadas na escada
Olhando as luzes de natal na praça
Você entrelaçou suas mãos no meu braço
Como se não quisesse soltar mais
Enquanto falava do seu relacionamento passado
Eu ia ouvindo interessada
Como alguém fez uma pessoa tão doce
Sofrer daquela maneira ridícula
E me esperou ir embora
Enquanto me abraçava
Sem perceber o bem que me fez
Dentro de mim não tinha nada
Não tinha carinho, nem esperança
Mas quando escondi nos seus braços
Eu estava livre por alguns minutos
Da tristeza que o mundo me traz
Obrigada.
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