Não é tão ruim eu acredito
Viver dentro de mim sem ninguém
Me consolar com as coisas que eu gosto
Com as pessoas que eu convivo
É melhor do que virar a noite num bar
Perdida na noite
Na madrugada
Bêbada e destruída
Como nos verões passados
Nessa tristeza sazonal reflito
Tudo que eu não permiti ir além
Essa autossabotagem sufocante
Que não me deixa levar adiante
Os planos que eu fiz
As histórias que eu perdi
Os sorrisos que eu não dei
No final desse período espero
Que eu me livre desse mal
Desse sentimento inoportuno
Que chegou suave, mansinho
E se afixou em mim lentamente
Provocando esse mal estar vivo
Físico, psicológico e clínico
Essa tristeza profunda em mim
sábado, 25 de março de 2017
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Ex
O primeiro me ensinou a respeitar, mesmo que você não ame.
A primeira me ensinou que amor nunca morre e pode se transformar em uma linda amizade.
O segundo me ensinou que nem todo mundo é tolerante.
A segunda me ensinou que jamais devemos usar uma pessoa para esquecer outra.
A terceira me ensinou que mesmo que a gente acredite que possa dar certo, nem sempre será do jeito que a gente esperava.
A quarta me ensinou a não tomar decisões precipitadas.
O terceiro me ensinou que nem sempre amar está ligado a sexo.
A quinta me ensinou o verdadeiro sentimento de perdão.
A sexta me mostrou que a decepção do presente não apaga as boas memórias do passado.
A sétima me mostrou que as vezes a gente tem que abrir mão de estar junto só pra ver o outro ser feliz.
A oitava me ensinou que nem tudo que é fácil, é bom.
A nona me mostrou a minha força interior. Me ensinou a lutar contra mim mesma.
E agradeço todos os dias ter tido pessoas que me ensinaram tanto em meio ao sofrimento do término e fico no aguardo do que irei aprender com a próxima que virá...
A primeira me ensinou que amor nunca morre e pode se transformar em uma linda amizade.
O segundo me ensinou que nem todo mundo é tolerante.
A segunda me ensinou que jamais devemos usar uma pessoa para esquecer outra.
A terceira me ensinou que mesmo que a gente acredite que possa dar certo, nem sempre será do jeito que a gente esperava.
A quarta me ensinou a não tomar decisões precipitadas.
O terceiro me ensinou que nem sempre amar está ligado a sexo.
A quinta me ensinou o verdadeiro sentimento de perdão.
A sexta me mostrou que a decepção do presente não apaga as boas memórias do passado.
A sétima me mostrou que as vezes a gente tem que abrir mão de estar junto só pra ver o outro ser feliz.
A oitava me ensinou que nem tudo que é fácil, é bom.
A nona me mostrou a minha força interior. Me ensinou a lutar contra mim mesma.
E agradeço todos os dias ter tido pessoas que me ensinaram tanto em meio ao sofrimento do término e fico no aguardo do que irei aprender com a próxima que virá...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
As pequenas atitudes
Eu me encostei em você,
Subindo a escada rolante do shopping
Você beijou os meus cabelos
E nem percebeu o que fez
A gente saiu de mãos dadas
Da casa da sua avó
E você não é assumida, eu sei
E perguntei:
Não tem medo de ninguém ver?
E você nem ligando, disse:
Deixa ver.
E nem percebeu o que fez
Sentadas na escada
Olhando as luzes de natal na praça
Você entrelaçou suas mãos no meu braço
Como se não quisesse soltar mais
Enquanto falava do seu relacionamento passado
Eu ia ouvindo interessada
Como alguém fez uma pessoa tão doce
Sofrer daquela maneira ridícula
E me esperou ir embora
Enquanto me abraçava
Sem perceber o bem que me fez
Dentro de mim não tinha nada
Não tinha carinho, nem esperança
Mas quando escondi nos seus braços
Eu estava livre por alguns minutos
Da tristeza que o mundo me traz
Obrigada.
domingo, 25 de dezembro de 2016
Ela ajuda a mãe todos os dias
Escuta.
Sofre.
Acompanha.
Ouve os desabafos.
Carrega as compras.
Sente as dores.
Cozinha.
Faz sorrir.
O pai doente.
Ajuda a levar.
Ajuda a buscar.
Todo mundo sabe.
Todo mundo vê.
Menos quem deveria apoiar.
Menos quem deveria estar do lado.
Parece não saber.
A família nunca se importou com as suas conquistas.
E foram tantas.
Conquistas acadêmicas.
Vencer sozinha uma tristeza profunda.
Conseguir seus clientes.
Seu trabalho.
Sem depender de um real que não fosse da sua mãe que ajudou.
Com o dinheiro da passagem
Comprou lanche
Pagou material
Tirou xerox
Subia e descia a pé
Não tinha calça de marca
Tênis de marca
Roupa de marca
Não pagou faculdade
E estudou em escola particular sim até a primeira série
Diferente dos seus irmãos
Era só se aproximar pra conhecer a história dela
Mas ninguém queria admitir
Todas as suas formaturas quem estava lá?
Sua mãe.
E duas delas o pai, convencido pela mãe
O pai fingia que era pai
Mas ninguém na escola nunca viu
Não sabia se precisava de ajuda em matemática e nem se queria aprender alemão.
Tudo que sabia era contado pela mãe
Pai que é pai tem presença
Esse não
A não ser que fosse pra mandar e impor
E se fazer soberano
Drenou a mãe, drenou a filha
E nunca desceu do pedestal
Nunca humilde
Nunca adulto
Hoje ela se sentiu lesada e ofendida mais uma vez
"Você faz tudo sozinha"
Disseram pra sua mãe
Na frente dela
Na frente dela
E ignoraram todos os anos
Sendo o tapete da família
Pode pisar
Pisa mais
Pisa nela
Quanto mais dor ela suporta
Mais forte ela fica
E ela sabe
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