Quando eu morrer
Meus olhos âmbar
Morrerão comigo
Se você aprecia o brilho deles
Quando encontro meus olhos aos seus
Não perca eles de vista
Quando eu morrer
Meu sorriso será apagado
Lástima que me corroe por dentro
Não daremos mais risadas juntos
Com esses nossos corpos
Sequer sei se te encontro na outra vida
Por isso sorria
Sorria sempre que quiser me ver
Sorrindo para você
E não perca as memórias da alegria
Quando eu morrer
Eu não vou poder te levar comigo aonde eu for
Porque eu nem sei para onde irei
Eu vou ter medo e não terei
Para segurar a minha mão
Por isso, toda vez que me ver
Segure firme minha mão, com vontade
Para que na passagem
Eu me recorde desses momentos e tenha coragem
Quando eu morrer
Não sei se estaremos perto
Se estaremos longe
Se vamos nos ver todos os dias
Ou se teremos passado anos sem termos nos encontrado
Quando me encontrar novamente me abrace
Para que fique o carinho do encontro e da despedida
Lembre-se dos dois ao mesmo tempo
Para que valorize minha companhia
Quando alguém que você ama morrer
Você passará pelas mesmas questões acima
Repita tudo que eu disse e guarde cada linha
Aproveite cada momento
Com quem pode ir embora a qualquer dia
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Memória (O jeito certo)
Enquanto você me olha
Eu me perco no seu sorriso
E parece que está tudo tranquilo
Me envolve com seu abraço
E parece que estou em casa
Me deixa as saudades
E fico triste, incomodada
Respeito seu espaço
Porque é importante te ver bem
Mas fica na memória
Aquele dia deitadas
Na sua cama, de madrugada
Quando você virou de lado
E encaixou seus pés aos meus
E descobri o jeito certo de dormir
Eu me perco no seu sorriso
E parece que está tudo tranquilo
Me envolve com seu abraço
E parece que estou em casa
Me deixa as saudades
E fico triste, incomodada
Respeito seu espaço
Porque é importante te ver bem
Mas fica na memória
Aquele dia deitadas
Na sua cama, de madrugada
Quando você virou de lado
E encaixou seus pés aos meus
E descobri o jeito certo de dormir
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Sexo
Já não tem mais a importância dos vinte anos
Já não faço mais uma noite inteira de planos
Já não conquisto com a necessidade de antes
Aquilo que era animal, incessante
Hoje é sequer o complemento de qualquer relação envolvente
O toque no entanto é algo mais prazeroso que o orgasmo
Não digo qualquer toque, não é carinho de amigo
É aquele intenso, carregado de desejo
O desejo de estar além desse mundo
É aquele abraço que envolve e protege
Mas não como o dos pais que te cuidam
Mas como o universo te dizendo
Que aquele espaço seguro é seu
É um múltiplo gozar da alma
É largar-se perdidamente naquele afagar
E sentir-se dono da eternidade nos poucos minutos que duram
É deixar-se inteiramente descansar
Aquela entrega divina
Entre quem ama e quem se doa
Aquele parear de energias
Aquela corrente contínua
Aquele dançar dos dedos
Entre o rosto e o cabelo
Aquela sensação de calor gostoso
Que aquece mais que qualquer encontro de corpos
Já não faço mais uma noite inteira de planos
Já não conquisto com a necessidade de antes
Aquilo que era animal, incessante
Hoje é sequer o complemento de qualquer relação envolvente
O toque no entanto é algo mais prazeroso que o orgasmo
Não digo qualquer toque, não é carinho de amigo
É aquele intenso, carregado de desejo
O desejo de estar além desse mundo
É aquele abraço que envolve e protege
Mas não como o dos pais que te cuidam
Mas como o universo te dizendo
Que aquele espaço seguro é seu
É um múltiplo gozar da alma
É largar-se perdidamente naquele afagar
E sentir-se dono da eternidade nos poucos minutos que duram
É deixar-se inteiramente descansar
Aquela entrega divina
Entre quem ama e quem se doa
Aquele parear de energias
Aquela corrente contínua
Aquele dançar dos dedos
Entre o rosto e o cabelo
Aquela sensação de calor gostoso
Que aquece mais que qualquer encontro de corpos
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Ela não sabia
Ela não sabia o que era amar
Não aprendeu em casa
Não sabia demonstrar
Não sabia sequer abraçar
Ela só sabia se doar
Mas sem se entregar
Ao ver que cativava uma alma
Que se colocava a devotar
Que não ouvia outras palavras
Só as que ela queria falar
Ficou sem as palavras
Ficou sem lugar
Só e somente nesse momento veio a pensar
E tinha certeza que em alguma coisa ia errar
Ou que iria alguém se machucar
Com todas as incertezas que se punha a pensar
Só podia largar
Só podia deixar
Só podia evitar
Porque ela não sabia amar
Não aprendeu em casa
Não sabia demonstrar
Não sabia sequer abraçar
Ela só sabia se doar
Mas sem se entregar
Ao ver que cativava uma alma
Que se colocava a devotar
Que não ouvia outras palavras
Só as que ela queria falar
Ficou sem as palavras
Ficou sem lugar
Só e somente nesse momento veio a pensar
E tinha certeza que em alguma coisa ia errar
Ou que iria alguém se machucar
Com todas as incertezas que se punha a pensar
Só podia largar
Só podia deixar
Só podia evitar
Porque ela não sabia amar
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